Nesta terça-feira (13), na sede em Paris da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), o presidente Mahmoud Abbas hasteou a bandeira palestina na presença de cerca de 50 diplomáticos convidados.
A Cerimônia realizada em Paris marca entrada de palestinos à agência cultural da ONU, enquanto segue campanha por adesão às Nações Unidas. Mesmo com os Estados Unidos e de Israel se posicionando contrário aos palestinos, o primeiro passo para o ingresso da Palestina como membro da UNESCO aconteceu em 31 de outubro.
O presidente Abbas disse esperar que a medida adotada pela Unesco represente o começo de um reconhecimento internacional da Palestina.
Primeira mulher a discursar na abertura da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em seu discurso, a presidente Dilma Rousseff enfatizou importancia dos valores da democracia, da justiça, dos direitos humanos e da liberdade...
Sobre o Brasil
A Presidenta Dilma enfatizou:
O Brasil descobriu que a melhor política de desenvolvimento é o combate à pobreza. E que uma verdadeira política de direitos humanos tem por base a diminuição da desigualdade e da discriminação entre as pessoas, entre as regiões e entre os gêneros.
O Brasil avançou política, econômica e socialmente sem comprometer sequer uma das liberdades democráticas. Cumprimos quase todos os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, antes 2015. Saíram da pobreza e ascenderam para a classe média no meu país quase 40 milhões de brasileiras e brasileiros. Tenho plena convicção de que cumpriremos nossa meta de, até o final do meu governo, erradicar a pobreza extrema no Brasil.
O reconhecimento do Estado Palestino
Ao saudar o Sudão do Sul pelo ingresso na ONU, Dilma deu as boas vindas e disse:
O Brasil está pronto a cooperar com o mais jovem membro das Nações Unidas e contribuir para seu desenvolvimento soberano.
Mas lamento ainda não poder saudar, desta tribuna, o ingresso pleno da Palestina na Organização das Nações Unidas. O Brasil já reconhece o Estado palestino como tal, nas fronteiras de 1967, de forma consistente com as resoluções das Nações Unidas. Assim como a maioria dos países nesta Assembléia, acreditamos que é chegado o momento de termos a Palestina aqui representada a pleno título.
O reconhecimento ao direito legítimo do povo palestino à soberania e à autodeterminação amplia as possibilidades de uma paz duradoura no Oriente Médio. Apenas uma Palestina livre e soberana poderá atender aos legítimos anseios de Israel por paz com seus vizinhos, segurança em suas fronteiras e estabilidade política em seu entorno regional.
Venho de um país onde descendentes de árabes e judeus são compatriotas e convivem em harmonia – como deve ser.
A crise econômica mundial
Puxão de orelha nos líderes dos EUA e Europa
“Essa crise é séria demais para que seja administrada apenas por uns poucos países. Seus governos e bancos centrais continuam com a responsabilidade maior na condução do processo, mas como todos os países sofrem as conseqüências da crise, todos têm o direito de participar das soluções.
Não é por falta de recursos financeiros que os líderes dos países desenvolvidos ainda não encontraram uma solução para a crise. É, permitam-me dizer, por falta de recursos políticos e algumas vezes, de clareza de ideias.
Uma parte do mundo não encontrou ainda o equilíbrio entre ajustes fiscais apropriados e estímulos fiscais corretos e precisos para a demanda e o crescimento. Ficam presos na armadilha que não separa interesses partidários daqueles interesses legítimos da sociedade.
O desafio colocado pela crise é substituir teorias defasadas, de um mundo velho, por novas formulações para um mundo novo. Enquanto muitos governos se encolhem, a face mais amarga da crise – a do desemprego – se amplia. Já temos 205 milhões de desempregados no mundo. 44 milhões na Europa. 14 milhões nos Estados Unidos. É vital combater essa praga e impedir que se alastre para outras regiões do Planeta”.
As mulheres no mundo
A presidente disse que assumia a tarefa de ser a primeira mulher a discursar com humildade. “Pela primeira vez, na história das Nações Unidas, uma voz feminina inaugura o debate geral. É a voz da democracia e da igualdade se ampliando nesta tribuna que tem o compromisso de ser a mais representativa do mundo. É com humildade pessoal, mas com justificado orgulho de mulher, que vivo este momento histórico.”
Disse ela: - Além do meu querido Brasil, sinto-me, aqui, representando todas as mulheres do mundo. As mulheres anônimas, aquelas que passam fome e não podem dar de comer aos seus filhos; aquelas que padecem de doenças e não podem se tratar; aquelas que sofrem violência e são discriminadas no emprego, na sociedade e na vida familiar; aquelas cujo trabalho no lar cria as gerações futuras.
Junto minha voz às vozes das mulheres que ousaram lutar, que ousaram participar da vida política e da vida profissional, e conquistaram o espaço de poder que me permite estar aqui hoje.
Como mulher que sofreu tortura no cárcere, sei como são importantes os valores da democracia, da justiça, dos direitos humanos e da liberdade.
O Brasil e o Conselho de Segurança
O mundo precisa de um Conselho de Segurança que venha a refletir a realidade contemporânea; um Conselho que incorpore novos membros permanentes e não-permanentes, em especial representantes dos países em desenvolvimento.
O Brasil está pronto a assumir suas responsabilidades como membro permanente do Conselho. Vivemos em paz com nossos vizinhos há mais de 140 anos. Temos promovido com eles bem-sucedidos processos de integração e de cooperação. Abdicamos, por compromisso constitucional, do uso da energia nuclear para fins que não sejam pacíficos. Tenho orgulho de dizer que o Brasil é um vetor de paz, estabilidade e prosperidade em sua região, e até mesmo fora dela.
No Conselho de Direitos Humanos, atuamos inspirados por nossa própria história de superação. Queremos para os outros países o que queremos para nós mesmos.
Com início no domingo(18), a viagem da presidente Dilma Rousseff aos Estados Unidos, será marcada por discurso pautado na atual situação do Brasil diante de um cenário de crise econômica mundial. Dilma deverá mostrar políticas adotadas pelo Brasil para superar as dificuldades econômicas do cenário internacional, enfatizando a ascensão das camadas mais pobres à classe média, através da chamada "politica de desenvolvimento do Brasil com inclusão social".
No plano internacional, a presidente quer reforçar a posição do Brasil sobre a questão palestina, já que em dezembro o país reconheceu a existência do Estado Palestino. O governo brasileiro já tem essa posição histórica, mas ela será explicitada por Dilma. O Brasil reconheceu o Estado Palestino em carta enviada pelo ex-presidente Lula à Autoridade Nacional Palestina.
Existe grande expectativa que esta se torne a viagem mais importante desde que Dilma tomou posse. Primeiro pelo fato de ser a primeira mulher a discursar na abertura da Assembleia Geral da ONU, e, ocasião que terá oportunidade de falar dos temas do momento, da instabilidade política no mundo árabe e da crise financeira global.
Antecedendo a abertura da reunião da ONU, na terça-feira (20), em jantar no Hotel Pierre, em Nova York, A presidente Dilma Rousseff vai receber o prêmio Woodrow Wilson Public Service Award. A mesma premiação também já foi concedida a Lula, em 2009.
O fanático pastor evangélico americano, Terry Jones já havia ameaçado queimar o Livro Sagrado Islâmico, mas sob pressão das autoridades americanas desistiu na ocasião. Mas dessa vez, o pastor Wayne Sapp, queimou um exemplar do Alcorão na noite de domingo em uma igreja de Gainesville, Flórida, com a presença e o incentivo do polêmico pastor Terry Jones.
Segundo a imprensa internacional o débil mental programou um ritual de "julgamento" dentro de sua igreja, no qual o livro sagrado muçulmano foi declarado "culpado" de várias acusações, entre elas assassinato. Em seguida o livro foi molhado com querosene e a pena foi executada: o exemplar do Alcorão foi queimado por 10 minutos.
O religioso disse ainda que o evento foi um sucesso e uma "experiência daquelas que temos uma vez na vida".
A comunidade islâmica reagiu em todo mundo, com maior intensidade e gravidade na cidade afegã de Mazar-i-Sharif, onde cerca de mil manifestantes lotaram as ruas da cidade após as orações de sexta-feira, e, durante aproximadamente três horas de protesto, palavras de ordem foram ditas: "Morte aos Estados Unidos, morte a Israel", dando início à violência.
Um grupo de afegãos inconformados e furiosos escalara os muros do escritório da ONU, e atacaram as pessoas que ali estavam. Há informação de que até 20 membros das Nações Unidas mortos, sendo dois deles decapitados, no entanto, o porta-voz das Nações Unidas no país, Dan McNorton, confirmou que houve mortes entre os funcionários da organização, mas não forneceu mais detalhes.
Antecedendo o ataque ao prédio da ONU em Mazar-i-Sharif, cerca de 200 pessoas foram à porta da embaixada americana em Kabul, capital afegã. A manifestação, além de condenar a queima do livro sagrado, os afegãos de Kabul também protestaram contras a instalação de bases americanas permanentes no país, mas não teve as conseqüências maiores.
Da mesma forma que autoridades internacionais condenam o ato dos manifestantes e por uso de violência, o mesmo tratamento devia ser dado aos “pastores” por incitar esse tipo de manifestação violenta e, pela prática de islamofobia.
Durante visita ao Brasil, neste sábado (19), o presidente americano Barack Obama disse que os Estados Unidos e seus parceiros de coalizão já estão "preparados para agir" na Líbia, ou seja, dominar mais uma região com grande capacidade de produção de petróleo, embora a alegação seja outra, “proteger” o povo líbio.
"O nosso consenso foi forte e nossa determinação é clara. O povo da Líbia deve ser protegido, e na ausência de um fim imediato da violência contra civis, nossa coligação está preparada para agir, e agir com a urgência”, disse Obama.
Enquanto isso, o presidente francês Nicolas Sarkozy anunciou que aviões franceses já estão posicionados e “evitando” que os ataques das tropas leais ao líder Muammar Gaddafi sobre os insurgentes que lutam com o apoio tático americano, “a população civil” do país.
Ainda segundo Sarkozy, os líderes internacionais estiveram reunidos na Cúpula de Paris e concordaram em usar "todos os meios necessários -- em particular, os meios militares" para cumprir mais uma vez a resolução do (pelego) Conselho de Segurança da ONU, que “surpreendentemente” autoriza o uso de força militar contra o regime de Gaddafi.
Curiosamente a ONU não autorizou uma zona de exclusão aérea contra o Iêmen e Bahrein, tampouco considerou pertinente o uso de 'todas as medidas' para proteger os civis e os direitos humanos da população daqueles países. As decisões da ONU baseiam-se na máxima de Sócrates: “um peso, duas medidas”, aos servis dos grandes economias tudo pode, aos que se opõem, aplica-se todo o rigor militar em nome dos tais “direitos humanos”.
O Comitê Científico da ONU sobre os Efeitos da Radiação Atômica (Unscear), afirmaram que os vazamentos radiativos liberados nas usinas nucleares do Japão em decorrência do terremoto seguido de tsunami que atingiu o país na sexta-feira(11), que pelas medidas tomadas outoridas, descarta-se danos para a saúde da população.
Segundo declarou nesta segunda-feira à Agência Efe Malcolm Crick, do secretariado da Unscear em Viena. "Por enquanto, do ponto de vista da saúde pública, não estamos preocupados". Segundo eles, de acordo com a informação obtidas até agora, "todas as emissões (radioativas) que ocorreram são de muito baixo nível".
"Uma pessoa teria de estar entre 12 e 15 horas na zona afetada, no momento de maior emissão e, embora os níveis sejam acima do normal, em nenhum caso isso representa uma ameaça para a vida", explicou Crick.
Segundo as autoridades japonesas, todas as medidas de seguraça estão sendo tomadas para evitar uma tragédia ainda maior.
Não sou jornalista e nem poeta, apenas gosto de interagir com o meu tempo. Nas vagas horas que passam, de forma concreta, compartilho parte daquilo que penso. Como diria Gullar: Uma parte de mim pesa, pondera: outra parte delira.