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quarta-feira, 9 de novembro de 2011
Sarkozy disse a Obama que não suporta mais Benjamin Netanyahu
O presidente francês, Nicolas Sarkozy, em uma conversa particular com o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse o que muitos pensam e até gostariam de dizer. Ele chamou o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, de "mentiroso".
“Estou farto dele, é um mentiroso", disse Sarkozy a Obama, sem perceber que os microfones em sua sala de reunião haviam sido ligados.
"Você está de saco cheio dele, mas eu tenho que lidar com ele com mais freqüência do que você", respondeu Obama, de acordo com um intérprete francês.
A conversa foi ouvida acidentalmente por jornalistas durante a cúpula da semana passada do G20 em Cannes...
Leia mais...>>>"Wikifone" deixa Sarkozy e Obama mal com Israel
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sábado, 28 de maio de 2011
Egito abre fronteira com a Faixa de Gaza
O ministro das Relações Exteriores do Egito, Nabil al Arabi, anunciou em abril que a fronteira do Egito com a Faixa de Gaza seria aberta de forma permanente para aliviar o bloqueio imposto por Israel a Gaza. Na quarta-feira, a agência oficial egípcia MENA confirmou a operação.
Neste sábado(28), o Egito reabriu de forma permanente sua fonteira com a Faixa de Gaza, com o objetivo de aliviar o bloqueio imposto por Israel ao território controlado pelos islamitas do Hamas. Um funcionário egípcio que trabalha do outro lado da fronteira explicou que as autoridades trabalham "para ajudar nossos irmãos palestinos", disse o funcionário.
A reabertura do posto fronteiriço de Rafah foi saudada pelos palestinos e criticada pelo Estado judeu, mesmo quando Benjamin Netanyahu, o premiê israelense vem a público – demagogicamente - falar que luta pela paz na região, mas, no entanto impõe uma série de condições para que isso aconteça.
Presente na reabertura de Rafah, Ghazi Hamad, autoridade palestina que participou das negociações com o Egito, disse que "a decisão egípcia é fruto de uma mudança no país e da reconciliação palestina, que traz grande alegria aos palestinos após anos de duros bloqueios", informou um correspondente da AFP.
Segundo Hamad, "não há porque se preocupar com o tráfico nem atos ilegais através da fronteira, que são apenas pretextos de Israel para semear o pânico".
Outro ponto importante para a Paz no mundo Árabe, foi o fato da Liga Árabe ter anunciado neste sábado que apoia a iniciativa palestina de buscar o reconhecimento de seu Estado pela ONU em setembro.
“Quem sabe faz à hora, não espera acontecer”
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sábado, 21 de maio de 2011
Benjamin Netanyahu dificulta o caminho à paz ao afirmar: Israel não voltará às fronteiras pré-1967
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, declarou hoje que Israel não vai abandonar as terras ocupadas após a Guerra dos Seis Dias em 1967 para ajudar a abrir caminho para um Estado palestino. Um dia antes, o presidente Barack Obama, que estava ao seu lado, havia pedido que Israel se dispusesse a tomar essa medida.
O líder israelense disse que faria algumas concessões, mas que Israel não voltará às fronteiras iniciais após décadas porque elas seriam "indefensáveis". Obama não mencionou as fronteiras de 1967 enquanto os dois conversaram com repórteres. Os líderes falaram com a imprensa após um longa reunião na Casa Branca.
O presidente disse ontem em seu discurso que os Estados Unidos apoiam a criação de um Estado palestino tendo como base as fronteiras existentes antes da Guerra dos Seis Dias, durante a qual forças israelenses ocuparam Jerusalém Oriental, a Cisjordânia e a Faixa de Gaza.
A declaração atraiu críticas de Israel e Netanyahu deixou claro, após a reunião com Obama, que tal ideia é inaceitável. "Não podemos voltar atrás para essas linhas indefensáveis", afirmou Netanyahu. Os dois líderes afirmaram que compartilham o desejo de paz e minimizaram das discordâncias. "Nós podemos ter diferenças aqui e ali", disse Netanyahu.
Mas não houve sinal de solução para as muitas barreiras existentes entre Israel e os palestinos, que são maiores agora do que em setembro, quando Obama uniu os dois lados para pedir um acordo de paz no prazo de um ano, uma data que agora parece inexequível.
Netanyahu disse que seu país não pode negociar com o novo governo de unidade palestino que inclui o movimento radical Hamas. O grupo islamita se recusa a reconhecer o direito de existência de Israel. Segundo ele, o presidente palestino Mahmoud Abbas tem de escolher entre continuar a negociar com o Hamas ou conseguir a paz com Israel.
Obama concordou que o Hamas "não é um parceiro para um processo de paz significativamente realista" e que os palestinos terão de resolver a questão entre eles. Ainda assim, tanto Obama quanto Netanyahu enfatizaram a necessidade de algum tipo de progresso, na medida em que manifestações por protestos varrem o mundo árabe. "A história não dará ao povo judeu outra chance", disse Netanyahu.
As informações são da Associated Press.
por Charles Dharapak/AP
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quinta-feira, 10 de março de 2011
Israel pede ajuda aos EUA, para aumentar poder de "defesa".
O orçamento anual da Defesa de Israel está próximo dos 13 bilhões de dólares, cerca de 7% do PIB, sendo que, em acordo firmado entre os EUA e Israel, num tratado que vai de 2007 até 2017, os israelenses irão receber 3 bilhões de dólares em ajuda anual, isso inclui um aumento de 25% da ajuda militar americana.
Em entrevista ao Wall Street Journal, o ministro da Defesa de Israel, Ehud Barak afirmou que investir em “defesa”, vem se tornando primordial para Israel, quanto para os americanos já que no futuro, "Poderá ocorrer que, em casos extremos, nos vejamos obrigados a projetar nosso poder (ao exterior) ou, se for necessário, exercer (...) nosso direito à autodefesa em prol da estabilidade da região inteira", disse ele.
O nome dado para esse pedido formal de esmolas: " vantagem qualitativa no plano militar “, já que Israel usa os Palestinos como “bode expiatório” para pregar chantagens e ainda, consolidar acordos de cooperação estratégica com os Estados Unidos que o considerado um "Oasis de democracia" em um contexto regional turbulento e imprevisível".
Então, diante dessa barganha, Israel continuaria sendo um suporte para os Estados Unidos e, em troca os americanos aumentariam a mesada de ajuda militar, para que possam desenvolver programas militares e manter sua "vantagem militar" em relação aos países árabes.
Ainda nesta semana, segundo o jornal israelense Israël Hayom, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu repetiu na terça-feira que "com ou sem acordo de paz (com os palestinos), deveremos aumentar seriamente nosso orçamento de defesa para responder às ameaças tecnológicas, à mobilização de forças e ao aumento crescente de mísseis na região".
O ministro Netanyahu estimou ainda que, em contrapartida a um acordo de paz, o Ocidente poderia conceder a Israel "um pacote especial de ajuda para sua defesa". No entanto, me parece bastante contraditório você acenar para a “paz”, condicionando isso ao recebimento de dinheiro para aumentar o seu poder de "defesa", ou seja, de guerra.
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