"Toda história tem três lados: o meu, o seu e os fatos." ( Foster Russel)
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quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

O mundo do dinheiro e seus heróis


Até um certo momento os ricos ou escondiam sua riqueza ou tratavam de passar despercebidos, como se não ficasse bem exibir riqueza em sociedades pobres e desiguais. Ou até também para escapar da Receita.

De repente, o mundo neoliberal - esse em que tudo vale pelo preço que tem, em que tudo tem preço, em que tudo se vende, tudo se compra – passou a exibir a riqueza como atestado de competência. Nos EUA se deixou de falar de pobres, para falar de “fracassados”. Numa sociedade que se jacta de dar oportunidade para todos, numa “sociedade livre, aberta”, quem nao deu certo economicamente, é por incompetência ou por preguiça.

Ser rico é ter dado certo, é demonstrar capacidade para resolver problemas, ter criatividade, se dar bem na vida, etc., etc...

Leia o post na íntegra >>>O mundo do dinheiro e seus heróis: Por Emir Sader, no sítio Carta Maior

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

EUA fizeram experiências em cobaias humanas na Guatemala


Os Estados Unidos realizaram 17 tipos de experiências em doentes mentais, prostitutas, prisioneiros e soldados guatemaltecos, por meio de inoculações que ocorreram na década de 1940, informou o vice-presidente da Guatemala, Rafael Espada. "Temos confirmados 17 tipos de projetos nas experiências com humanos realizados em nosso país", afirmou Espada em uma coletiva de imprensa.

No começo de outubro, já haviam sido descobertas experiências envolvendo a inoculação da bactéria da sífilis por cientistas americanos em parte da população guatemalteca. Os testes, aplicados para testar a recém-desenvolvida penicilina, foram levados a cabo nos anos 40, e forçaram o presidente Barack Obama a pedir desculpas ao país latino.

As investigações prosseguiram e, na última quarta-feira, o governo americano enviou documentos com 90% da informação científica que será utilizada na investigação, a cargo de uma comissão especial dirigida por ele para descobrir o que ocorreu no país entre 1946 e 1948. Os documentos estavam nos arquivos do Centro de Controle de Doenças dos Estados Unidos (CDC, com sede em Atlanta).

Rafael Espada designou o médico Jorge Solares como coordenador da comissão na Guatemala, e o médico guatemalteco radicado no Paraguai José Guillermo Monroy pra fazer a ligação entre o país e o governo dos Estados Unidos.

Espada também afirmou que o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) na Guatemala será a entidade responsável por financiar a comissão, acrescentando que as primeiras conclusões devem ser divulgadas nos próximos seis meses.

A Guatemala ainda não definiu o orçamento e o cronograma para o funcionamento da comissão, mas devem tê-los em mãos na próxima semana, acrescentou.

Os experimentos em humanos realizados na Guatemala foram divulgados no dia 1 de outubro, após uma investigação da médica Susan Reverby, do Wellesley College, que descobriu os documentos em arquivos do médico John Cutler (falecido em 2003), responsável pelos testes.

Nesse dia, a secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, pediu desculpas à Guatemala pelo ocorrido, enquanto o presidente Barack Obama chamou o presidente do país, Alvaro Colom, com o mesmo objetivo.

Da redação, com Portal Terra/Vermelho
imagem: reprodução

quinta-feira, 10 de março de 2011

Israel pede ajuda aos EUA, para aumentar poder de "defesa".


O orçamento anual da Defesa de Israel está próximo dos 13 bilhões de dólares, cerca de 7% do PIB, sendo que, em acordo firmado entre os EUA e Israel, num tratado que vai de 2007 até 2017, os israelenses irão receber 3 bilhões de dólares em ajuda anual, isso inclui um aumento de 25% da ajuda militar americana.

Em entrevista ao Wall Street Journal, o ministro da Defesa de Israel, Ehud Barak afirmou que investir em “defesa”, vem se tornando primordial para Israel, quanto para os americanos já que no futuro, "Poderá ocorrer que, em casos extremos, nos vejamos obrigados a projetar nosso poder (ao exterior) ou, se for necessário, exercer (...) nosso direito à autodefesa em prol da estabilidade da região inteira", disse ele.

O nome dado para esse pedido formal de esmolas: " vantagem qualitativa no plano militar “, já que Israel usa os Palestinos como “bode expiatório” para pregar chantagens e ainda, consolidar acordos de cooperação estratégica com os Estados Unidos que o considerado um "Oasis de democracia" em um contexto regional turbulento e imprevisível".

Então, diante dessa barganha, Israel continuaria sendo um suporte para os Estados Unidos e, em troca os americanos aumentariam a mesada de ajuda militar, para que possam desenvolver programas militares e manter sua "vantagem militar" em relação aos países árabes.

Ainda nesta semana, segundo o jornal israelense Israël Hayom, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu repetiu na terça-feira que "com ou sem acordo de paz (com os palestinos), deveremos aumentar seriamente nosso orçamento de defesa para responder às ameaças tecnológicas, à mobilização de forças e ao aumento crescente de mísseis na região".

O ministro Netanyahu estimou ainda que, em contrapartida a um acordo de paz, o Ocidente poderia conceder a Israel "um pacote especial de ajuda para sua defesa". No entanto, me parece bastante contraditório você acenar para a “paz”, condicionando isso ao recebimento de dinheiro para aumentar o seu poder de "defesa", ou seja, de guerra.

terça-feira, 8 de março de 2011

"Dia de Fúria", o enunciado que faz da Arábia Saudita a bola da vez.


Pelo andar da carruagem e pelo ritmo em que as revoltas estão acontecendo, provavelmente as ditaduras pouco a pouco estão sendo varridas no mundo e, vários indicativos apontam que a Arábia Saudita será a bola da vez. Embora os problemas sejam acobertados pelos americanos, a insatisfação na Arábia Saudita também não é de agora, ma s como trata-se de país aliado dos EUA, cria-se um verniz e os problemas não ficam tão expostos.

Os elementos comuns geradores de revoltas geralmente são de ordem política e econômica. Politicamente são estados ditatoriais, ausência de eleições, inexistência de organizações na sociedade civil e sistemas geridos e concentrados em elites familiares. O regime saudita enquadra-se perfeitamente nesse perfil, é um dos fundamentalistas mais autoritários daquela região.

Até hoje a Arábia Saudita é uma monarquia absolutista e o rei exerce ao mesmo tempo a função de chefe de Estado e chefe do governo. Dirigindo com mãos de ferro, nunca teve abertura para a eleição de um Parlamento no reino, além do fato, dissidências públicas não são toleradas e o sistema Judiciário é baseado amplamente na lei islâmica e, todos os direitos femininos foram extintos.


É nesse contexto que a Arábia Saudita vem se tornando um solo fértil para uma eclosão de revoltas. Nesse sentido, já existe inúmeras iniciativas nas redes sociais daquele pai. Entre as reivindicações vinculadas na rede se encontram, a eleição direta dos governantes, a independência do poder Judiciário, liberdade política, liberdade de expressão, salário mínimo acima de dois mil dólares, reforma das Forças Armadas e igualdade de direitos para as mulheres.

Outro sinal de alerta é a movimentação nas redes sociais da internet, uma característica que se tornou recorrente nas revoltas árabes, é um chamamento no Facebook convidando os sauditas para um “dia de fúria” na próxima sexta-feira dia 11. Eu vos digo, quem sobreviver verá!