"Toda história tem três lados: o meu, o seu e os fatos." ( Foster Russel)
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segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Salário mínimo passa a valer R$ 622 a partir de janeiro


A presidente Dilma Rousseff assinou hoje (23) o decreto que determina o valor de R$ 622,00 para o salário mínimo a partir de janeiro de 2012.

O reajuste representa aumento de 14,13% em relação ao valor atual, de R$ 545,00 e corresponde à inflação acumulada nos últimos 12 meses acrescida de um aumento real equivalente ao crescimento do PIB em 2010, ou seja, 7,5%. O decreto será publicado no Diário Oficial da União de segunda-feira, dia 26.

Novos critérios

O método de reajuste do salário mínimo foi definido no início de 2010 por meio de uma medida provisória aprovada pelo Congresso. O valor é calculado com base na inflação dos dois anos anteriores, acrescido do percentual de crescimento da economia do ano anterior de sua validade. É a primeira vez o reajuste foi calculado com esses critérios, definidos pelo governo em acordo com as centrais sindicais.

A MP também determina que até 2015 todas as definições sobre o valor do mínimo serão feitas por meio de decreto presidencial.

Estima-se que o salário mínimo serve de referência, direta ou indireta, para a remuneração de 47 milhões de trabalhadores e trabalhadoras brasileiras, incluindo aposentados. A política de valorização do salário mínimo, uma bandeira histórica do sindicalismo contemplada pelo governo Lula (e reafirmada por Dilma), ajudou o país a vencer a crise de 2008-2009 e deverá desempenhar papel parecido no próximo ano, que também não promete boas notícias na área econômica e deverá ser fortemente influenciado pela estagnação da Europa.

Via Portal Vermelho, com agências
Foto: Reprodução

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Beto Richa concedeu aumento de até 128% para cargos comissionados


Sorrateiramente, na véspera do último feriado, Beto Richa concedeu reajustes que variam de 63% a 128% e beneficiam cerca de 4 mil pessoas que têm cargo de comissão, fruto de indicação dos partidos políticos que dão “sustentação” ao seu governo.


A equipe financeira de Beto Richa tem reiterado que não podem conceder aumento "real” de salário aos servidores concursados, em reposição as perdas acumuladas por causa da escassez de recursos e do inchaço da folha de pagamento. O dado mais recente, referente a agosto, mostra que o pagamento de pessoal consumiu R$ 8,5 bilhões nos 12 meses anteriores. O limite prudencial, estipulado pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), é de R$ 8,6 bilhões.

Por outro lado, causa estranheza, saber que pela segunda vez em quatro meses, os salários dos servidores com cargos em comissão do governo do Paraná vão ser reajustados. Em julho, os comissionados receberam o mesmo porcentual concedido ao funcionalismo: 6,5%. E, agora na terça-feira passada, véspera de feriado, foi publicado no Diário Oficial o Decreto n.º 2.970/11 com um novo aumento, desta vez bem mais expressivo, variando de 63% a 128%, uma diferença relativamente grande em relação ao concedido aos outros servidores.

O impacto previsto para os cofres públicos será de cerca de R$ 7 milhões a mais na folha de pagamento referente a outubro. Em contrapartida, embora o Governador tenha prometido, ainda em campanha, um aumento de 27% no salário dos professores, até agora a categoria amargo um “aumento” salarial de míseros 5,91%, pagos em suaves parcelas, sendo a última de 2,83%.

O que se percebe então é uma inversão de prioridades, setores fundamentais para o desenvolvimento vão minguar os 5,91%, enquanto os apadrinhados do senhor Beto Richa, terão um final de ano bem melhor que a maioria dos trabalhadores.

Com dados publicados na Gazeta do Povo.