"Toda história tem três lados: o meu, o seu e os fatos." ( Foster Russel)
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sexta-feira, 30 de setembro de 2011

No Ceará, professores em greve são espancados pela polícia.


O governador do Ceará, Cid Gomes (PSB), mais uma vez mostra que não gosta de professores.

Há algum tempo atrás, referindo-se aos professores da rede estadual de ensino ele disse: “Quem entra em atividade pública deve entrar por amor, não por dinheiro”. Mas, em outro momento ele já teria dito. “Quem quer dar aula faz isso por gosto, e não pelo salário. Se quer ganhar melhor, pede demissão e vai para o ensino privado".

Na manhã desta quinta-feira, 29, professores tentaram entrar no plenário na Assembleia Legislativa, 13 de Maio, para acompanhar as votações de leis de interesse da categoria e foram contidos pelo Batalhão de Choque. Houve confronto, quebra-quebra e alguns professores saíram feridos.

Os professores do Estado do Ceará, em greve há 54 dias e com alguns fazendo greve de fome na Casa, dizem que a agressão partiu da Polícia, enquanto os policiais dizem que os ferimentos foram provocados por objetos arremessados. Um professor ficou ferido no confronto e foi conduzido ao hospital. Outros docentes, acusados de agredir policiais, foram algemados, irritando ainda mais a categoria.

O Batalhão de Choque afastou os docentes da porta de entrada do plenário da Assembleia.

Mais tarde, alunos de escolas públicas chegaram à Assembleia para se juntar à manifestação dos professores que continuarão em greve.

O professor ferido mostrado na foto, identificado como Arialdo, foi conduzido inconsciente ao Instituto José Frota (IJF).

"Estamos dentro da FM Assembleia, evitando que o Batalhão de Choque possa nos retirar. Lamentamos a situação, porque queríamos evitar a votação de mensagem do governo sobre melhorias salariais, mas que traz elementos que não atendem à categoria. Não atende ao nível médio. Tudo estava tranquilo e seríamos recebidos na Casa para dialogar. Fecharam acessos da Casa e o conflito ficou generalizado. A ação foi do Governo do Estado", denunciou Anízio Melo, presidente do Sindicato Apeoc.

Com informações do Sindicato APEOC

Foto: Frank Costa




A grande questão, é saber se ele, o governador abriu mão de seu salário para trabalhar por "amor" pelo Estado do Ceará?!