"Toda história tem três lados: o meu, o seu e os fatos." ( Foster Russel)

quinta-feira, 3 de março de 2011

Possuído por preguiça extrema, filho matou os pais e foi tomar cerveja com um amigo.


Em São Bernardo do Campo (SP), um jovem de 22 anos, matou os pais a facadas na madrugada desta quarta-feira e, tranquilamente dirigiu-se até uma loja de conveniências para comprar 3 latas de cerveja, fato registrado pelo circuito interno de segurança da loja.

O caso foi registrado no 1º Distrito Policial de São Bernardo do Campo e, as investigações iniciais apontavam para roubo acompanhado de assassinato. No entanto, quando os policiais chegaram ao local, constataram que não havia sinais de luta dentro da casa e as gavetas dos móveis do andar superior estavam abertas. Segundo a assessoria de imprensa da polícia, foram encontradas roupas, joias e objetos ensanguentados do casal nos fundos da casa do filho, que já não estava mais no local.

Durante a madrugada ao ser interrogado por policiais, Cristiano confessou a autoria do crime e disse ainda que contou com a ajuda de um cúmplice. Quando interrogado, das razões que teria cometido os crimes, friamente respondeu que o fez, pelo fato de que não aguentava mais a insistência dos seus país para que ele arrumasse um emprego.

Esse é um caso de intolerância e preguiça extrema.

quarta-feira, 2 de março de 2011

Navios americanos na Líbia, o enunciado de mais uma carnificina.


Sob a tutela dos EUA, grupos contrários ao presidente da Líbia Muamar Kadafi, iniciaram uma série de manifestações que culminou numa "guerra civil". Em momento oportuno, o governo americano visando se fortalecer politicamente e aumentar o dominio sobre os paises árabes e, consequentemente sobre as reservas de petróleo daquela região.


Num enunciado de mais um possível massacre promovido por aqueles que se acham os "donos do mundo", os EUA, como os ocorridos no Afeganistão e Iraque, a bola da vez tornou-se a Líbia. O governo americano já informou ter posicionado navios de guerra na costa da Líbia, todos providos de um grande número de fuzileiros que estão prontos para a guerra se necessário. No entanto, apesar de Washington afastar de momento uma intervenção militar, o governo americano anunciou que poderá interceder militarmente na Líbia, simplesmente por uma suposta "ajuda humanitária".


Não é preciso ser um analista político para entender que a questão em jogo não é humanitária, pois masacres iguais, acontecem todos os dias contra o povo na Palestina e, nenhuma atitude repreensiva é tomada contra Israel. Como sou leigo no assunto, a impressão que tenho é que na verdade a questão é outra, o que se pretende é desestabilizar os governos que se posicionam contrários aos interesses americanos.


O mais lamentável é saber que a ONU, mecanismo criado para mediar conflitos e que teoricamente deveria se manter neutra, faça vista grossa às atrocidades americanas e fique no mais completo estado de omissão aos fatos. Esse tipo de atitude só fortelece a arrogância e a prepotência da maioria dos governantes americanos.

Alguns analistas dizem que os líderes ocidentais não têm nenhum apetite por um conflito na Líbia, depois dos exaustivos e complicados envolvimentos militares no Afeganistão e Iraque. Que assim seja!

terça-feira, 1 de março de 2011

Homenagem para Moacyr Scliar - Grilos

Grilos

O Grilo Falante saíra pelo mundo e assim chegara a China, onde encontrara outros grilos submetidos a uma triste sina: eram obrigados a lutar entre si para diversão de uns poucos espectadores. No meio deles o Grilo Falante se destacava, sobretudo, porque falava duas línguas: a dos humanos e a dos grilos. O que considerava uma dádiva do destino. Era uma oportunidade para que assumisse o papel de defensor dos oprimidos. Assim como Espártaco liderara uma revolta de gladiadores, ele lideraria os grilos não falantes numa rebelião. Empolgado, fazia discurso atrás de discurso: “Nós grilos, somos vitimas dos humanos!” Proclamava. “Eles fazem com que a gente se mate, e para quê? Para que tenham diversão, uma diversão cruel, doentia...uni-vos, grilos! Nada tendes a perder, a não ser a vossa condição de escravos!”


No começo os grilos ficaram perplexos, sem saber o que fazer, mas aos poucos foram se entusiasmando com a pregação e acabaram autorizando o Grilo Falante a negociar com os humanos, condições de vida mais justas. O Grilo Falante disse aos proprietários dos grilos que nada tinha a ver com política. O que ele queria era proteção para seus companheiros. E listou suas condições: as lutas, daí em diante, deveriam ser apenas simuladas, de brincadeira. A caixa em que lutavam seria confortável, com ar condicionado. Os grilos teriam direito a ração dupla de alimento e, etc...
Na falta de alternativa, os donos dos grilos aceitaram as condições. Mas estão atrás do Pinóquio. Pagarão a ele qualquer quantia para que leve o Grilo Falante embora da China.

Reflexão: Os mais espertos se sobressaem sempre sobre os demais.
(Adaptado por Ivan Melo de texto de Moacyr Scliar)