"Toda história tem três lados: o meu, o seu e os fatos." ( Foster Russel)

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Michel Teló é o novo "fenômeno" entre os europeus.

Michel Teló faz sucesso na Europa como Chico Buarque e Kaoma já fizeram. O europeu gosta de nossa música, seja ela boa ou ruim - e a definição de bom ou ruim deve ficar a critério de cada um. Foto: Divulgação

Fernando Vives fala de seu passeio pela Europa e das vertentes musicais brasileiras que por lá ouviu. Em seu texto, ele faz uma análise bem humorada sobre o gosto musical do europeu que vai de Chico Buarque ao Michel Teló, que se transformou talvez na maior febre musical da Europa nesse inverno de lá.


O sucesso europeu de Teló surgiu quando o jogador português do Real Madrid, Cristiano Ronaldo, marcou um gol e saiu comemorando com a dancinha de “Ai se eu te pego”, o maior hit do cantor, na frente das câmeras junto com o jogador brasileiro Marcelo, seu amigo que apresentou-lhe a música. Aí foi um rastilho de pólvora: há versões da música em espanhol, inglês, holandês e italiano. E algumas outras virão por aí. Já é considerada em vários países a nova Macarena. Hoje, por toda a Europa, dificilmente existe uma festa sem “Ai se eu te pego”. Surrealmente, até o exército israelense entrou na onda: integrantes da sua tropa de elite fizeram um vídeo com dancinha, o que causou celeuma em Israel.
http://youtu.be/fZ7cPSsaYpM
Leia mais...>O europeu gosta de Chico Buarque e de Michel Teló 

Vale a piada de que a crise na Europa é tão feia que até o Michel Teló anda fazendo sucesso por aquelas bandas.

A realeza espanhola desconsidera a crise econômica e esbanja opulência

A decrépita família real espanhola está na berlinda. Na semana passada, ela foi forçada a divulgar, pela primeira vez na sua longa e anacrônica história, que gasta 8,4 milhões de euros (cerca de R$ 20 milhões) por ano e que a renda dos familiares do rei Juan Carlos subiu nos últimos anos. Enquanto o país afunda na grave crise econômica, com 22% de desempregados, a realeza esbanja opulência.


A divulgação dos gastos decorreu do crescente desgaste da monarquia na sociedade espanhola, indignada com as falcatruas dos ricaços num país em recessão. No início de dezembro veio a público que o genro do rei, Iñaki Urdangarin, desviou verbas públicas destinadas à entidade que dirigiu entre 2004 e 2006 e que embolsou R$ 14 milhões dos governos nacional e catalão.

Corrupção e opulência reais

O escândalo de corrupção levou a realeza a divulgar suas despesas para tentar desviar a atenção. Os milionários gastos “reais” não são auditados pelo tribunal de contas e nem incluem os altos custos com viagens. “Ficou óbvio que eles precisavam prestar contas. Achei uma vergonha alheia”, disse Duran Lleida, líder do CiU (Convergência e União), o principal partido catalão.

Mas a “transparência real” foi pura balela. A abertura das contas foi menos detalhada do que a de outras realezas. Os gastos foram enumerados em categorias genéricas, como “serviços” e “pessoal”. Mesmo assim, deu para saber que o rei Juan Carlos recebe R$ 703 mil anuais, quatro vezes mais do que o premiê espanhol. Soube-se ainda que nenhum membro da realeza paga por água, luz e gás. E que no fim de 2008, em plena eclosão da crise espanhola, os salários da realeza aumentaram em R$ 200 mil.

A mídia colonizada se cala!

No final de 2007, durante a XVII Conferência Ibero-Americana, realizada em Santiago do Chile, o petulante rei Juan Carlos ganhou os holofotes da mídia colonizada ao desrespeitar Hugo Chávez. Diante das críticas do presidente da Venezuela a ação fascista do premiê José Maria Aznar na tentativa frustrada de golpe naquele país, o rei gritou: ¿Por qué no te callas?

Seria o caso de plagiá-lo agora: Por que não te calas, rei Juan Carlos? Por que a sociedade espanhola ainda banca as luxurias da decadente monarquia? Outra pergunta poderia ser feita à mídia subserviente: por que te callas diante das graves denúncias de corrupção e de opulência da realeza espanhola?


Por Altamiro Borges, em seu blog

FELIZ ANO NOVO


"O que eles fizeram nas privatizações é que pode ser considerado um lixo, isso sim".
Frase do jornalista AMAURY JR, autor do livro A Privataria Tucana, em resposta ao ex-ministro José Serra que havia classificado a obra como "lixo".