"Toda história tem três lados: o meu, o seu e os fatos." ( Foster Russel)

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Iraque: uma guerra imperial perdida

 

Uma orgia de violência varreu Bagdad. Em atentados sucessivos ao longo de uma quinta-feira sangrenta morreram mais de 65 pessoas e o número de feridos ultrapassa meio milhar.

Dias antes, o presidente Barack Obama, para assinalar a saída das últimas tropas de combate norte-americanas, afirmou, num discurso triunfalista que os EUA tinham cumprido a missão a que se tinham proposto. Retiravam-se sublinhou - de um país « pacificado, estável, democrático».

Mentiu duplamente. Após oito anos de uma guerra que o arruinou e fez mais de 120 000 mortos civis, permanecem no Iraque milhares de mercenários. E a trágica jornada de quinta-feira confirmou a existência de conflitos religiosos e tribais que se agravaram com a ocupação do país.

A explosão de violência foi provocada pelo mandato de captura do vice-presidente sunita Tarik Hachemi, acusado de corrupto e terrorista pelo presidente Nuri al Malik, a marionete de Washington.
Ficou transparente a fragilidade da «pacificação».

O general Petraeus conseguira reduzir ao mínimo na capital o número de atentados ao reforçar a guarnição de Bagdad com 30000 soldados, com a aprovação de Obama. Simultaneamente, comprou destacados líderes tribais da minoria sunita e formou uma milícia armada que lançou contra os chiitas de Moktada Sadr.

Retirados os norte-americanos, foi suficiente que Malik exigisse a entrega do vice sunita aos dirigentes do Curdistão, onde Hachemi se encontrava, para que estalasse o verniz da falsa pacificação.
O caos implantou-se em Bagdad onde a insegurança é uma realidade. As coisas voltaram ali à estaca zero, de após o derrube pela aliança EUA – Reino Unido do regime do partido Ba’ath sob o presidente Saddam Hussein.

Até os grandes media dos EUA e da União Europeia reconhecem que a imagem de Barack Obama foi muito embaciada pelos acontecimentos do Iraque.
A mascara da pax iraquiana, inventada pelo Presidente, desfez-se em estilhaços.

OS EDITORES DE ODIARIO.INFO http://www.odiario.info/?p=2318

domingo, 25 de dezembro de 2011

Cuba anuncia a libertação de 2.900 pessoas


O presidente de Cuba, Raúl Castro, anunciou na sexta-feira (22), um indulto, e disse que a “atitude humanitária” mostra a força de Cuba. O Conselho de Estado cubano informou que serão libertados quase 3 mil presos, 86 deles estrangeiros.

Segundo informações de membros do governo, alguns condenados por crimes contra "a segurança de Estado" também serão libertados. "Todos eles completaram uma parte importante de suas sentenças e mostraram bom comportamento", disse um comunicado oficial citado pela Prensa Latina. Mas os condenados por crimes como assassinato, espionagem e tráfico de drogas não serão anistiados.

Entre os que continuarão presos está o estadunidense Alan Gross, condenado por “crimes contra o Estado”. A vice-ministra de Relações Internacionais de Cuba, Josefina Vidal, disse à agência de notícias Associated Press que o estadunidense, que cumpre pena de 15 anos por distribuir equipamentos ilegais de comunicação para a ilha, "não está na lista".

Em julho deste ano, Raúl Castro concordou, após conversas com a Igreja Católica, em libertar 52 dissidentes presos desde 2003. As prisões em massa daquele ano, que ficaram conhecidas como a Primavera Negra de Cuba, foram condenadas internacionalmente. Na ocasião, a União Europeia cancelou a cooperação com a ilha, que só foi retomada em 2008.

Segundo Castro, o indulto foi concedido a pedido de parentes dos presos, das igrejas Católica e Protestante. Trata-se do maior indulto concedido em 53 anos de revolução, será aplicado nos próximos dias, e supera o concedido um mês depois da visita do Papa João Paulo II a Cuba, em janeiro de 1998, que compreendeu 299 presos.

Está marcada para março a visita do Papa Bento XVI na Ilha. O que se espera também, é que a visita “humanitária” do Papa se estenda para a base militar americana de Guantánamo, local onde se cometem as maiores atrocidades e todo tipo de violação aos direitos humanos.
Com informações do Portal Vermelho/BBC Brasil