segunda-feira, 31 de outubro de 2011
Jornalista da Globo é interrompida por manifestantes durante boletim ao vivo para o "Jornal Hoje".
No dia de hoje (31), durante o boletim ao vivo para o 'Jornal Hoje', da Rede Globo, a repórter Monalisa Perrone foi interrompida, de forma “violenta”, por manifestantes que pediam que ela deixasse o local, ou seja a porta do Hospital Sírio-Libanês, onde o ex-presidente Lula está internado para dar início ao combate ao câncer.
Tem uma máxima que diz: “QUEM SEMEIA VENTO COLHE TEMPESTADE”.
A âncora do jornal Hoje, assustada se pergunta, o que isso?
Na verdade me pareceu se tratar do reflexo de um jornalismo sujo, que não busca esclarecer e sim, incitar o ódio de setores ignorante da população contra líderes políticos desse País. Chegando ao extremo de segmentos dessa mídia - digna de repugnância- publicar comentários malevolentes sobre a saúde do ex-presidente Lula.
O ataques dessa minoria raivosa contra Lula nos envergonha e, escandaliza qualquer pessoa civilizada. Não se trata de cobrar educação ou, comportamento decente de leitores e internautas, na verdade é um conjunto de coisas, é parte da mídia que ao longo dos anos vem se tornando responsável por fomentar um ódio escancarado e dele se beneficiar.
Sobre isso, Gilberto Dimenstein disse ontem em seu editorial: “Minha suspeita é que a interatividade democrática da internet é de um lado um avanço do jornalismo e, de outro, uma porta direta com o esgoto de ressentimento e da ignorância...
Isso significa que um dos nossos papéis como jornalistas é educar os eleitores a se comportar com um mínimo de decência.”
A verdade é: VOCÊ COLHE AQUILO QUE PLANTA
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Lula se prepara para começar o tratamento do câncer na segunda.
Foto: Ricardo Stuckert/Instituto Lula
No sábado (29), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi diagnosticado com um tumor maligno localizado na laringe, tendo passado por uma pequena intervenção cirúrgica para colher material do tumor (biópsia), no Hospital Sírio-Libanês. Após exames, foi definido tratamento inicial com quimioterapia, que vai começar nesta segunda-feira (31), segundo a assessoria de imprensa do político.
Lula que passou quase todo o sábado (29) no hospital, tendo deixado o Sírio-Libanês às 20h13, com destino a São Bernardo do Campo, onde mora e, passou o final de semana com a família preparando-se para dar início ao tratamento. Alinho-me entre aqueles que torcem e rezam pela recuperação da boa saúde do ex-presidente.
Segundo seu amigo pessoal e Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, na última segunda-feira Lula teria reclamado que estava sentindo algum problema na garganta, mas resistia a ir ao médico. "Ele reclamou da garganta na segunda, lá em Manaus, mas disse aquilo que sempre falava na época do Alencar (ex-vice-presidente José Alencar), que não gostava de fazer revisão porque sempre acham alguma coisa na gente.
Lula passa por um momento delicado e, certamente milhões de brasileiros formam correntes de pensamentos e orações pelo restabelecimento de sua saúde. Sendo ele um homem público e honrado, um metalúrgico que reescreveu a História recente de nossa sociedade, merece a comoção de todos, independentes da existência de barreiras política, ideológica ou religiosa.
Lamentavelmente, as redes socias foram tomadas por um enorme número de covardes escondidos em nomes "fakes" ultrapassaram os limites da burrice e ddo ódio, agindo como animais raivosos até desejaram a morte de Lula. Mas, se considerarmos que o futuro é incerto e a vida é tão frágil, leva-me a pensar o que será que a vida poderá reservar para esses débeis mentais? São criaturas dignas de pena.
A doença do Lula poderia despertar um período de maior tolerância e respeito entre as pessoas e sua lideranças, uma época em que a humildade, a ética e a solidariedade poderiam se contrapor à arrogância típica dos covardes.
Gilberto Dimenstein, 54, disse no Editorial da Folha ter sentido um misto de vergonha e enjoo ao receber centenas de comentários de leitores para a sua coluna sobre o câncer de Lula. Segundo ele foi uma enxurrada de ataques desrespeitosos, desumanos, raivosos, mostrando prazer com a tragédia de um ser humano. Podendo isso sinalizar algo mais profundo.
Para Gilberto, Lula teve muitos problemas e merece ser criticado por muitas coisas, a começar por uma conivência com a corrupção. Mas não foi um ditador, manteve as regras democráticas e a economia crescendo, investiu como nunca no social.
No caso de seu câncer, tratou a doença com extrema transparência e altivez. É um caso, portanto, em que todos deveriam se sentir incomodados com a tragédia alheia.
Dimenstein concluiu dizendo: “Minha suspeita é que a interatividade democrática da internet é, de um lado um avanço do jornalismo e, de outro, uma porta direta com o esgoto de ressentimento e da ignorância.”
Isso significa que um dos nossos papéis como jornalistas é educar os eleitores a se comportar com um mínimo de decência. Concluiu ele.
Força companheiro Lula, o Brasil precisa de você.
No sábado (29), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi diagnosticado com um tumor maligno localizado na laringe, tendo passado por uma pequena intervenção cirúrgica para colher material do tumor (biópsia), no Hospital Sírio-Libanês. Após exames, foi definido tratamento inicial com quimioterapia, que vai começar nesta segunda-feira (31), segundo a assessoria de imprensa do político.
Lula que passou quase todo o sábado (29) no hospital, tendo deixado o Sírio-Libanês às 20h13, com destino a São Bernardo do Campo, onde mora e, passou o final de semana com a família preparando-se para dar início ao tratamento. Alinho-me entre aqueles que torcem e rezam pela recuperação da boa saúde do ex-presidente.
Segundo seu amigo pessoal e Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, na última segunda-feira Lula teria reclamado que estava sentindo algum problema na garganta, mas resistia a ir ao médico. "Ele reclamou da garganta na segunda, lá em Manaus, mas disse aquilo que sempre falava na época do Alencar (ex-vice-presidente José Alencar), que não gostava de fazer revisão porque sempre acham alguma coisa na gente.
Lula passa por um momento delicado e, certamente milhões de brasileiros formam correntes de pensamentos e orações pelo restabelecimento de sua saúde. Sendo ele um homem público e honrado, um metalúrgico que reescreveu a História recente de nossa sociedade, merece a comoção de todos, independentes da existência de barreiras política, ideológica ou religiosa.
Lamentavelmente, as redes socias foram tomadas por um enorme número de covardes escondidos em nomes "fakes" ultrapassaram os limites da burrice e ddo ódio, agindo como animais raivosos até desejaram a morte de Lula. Mas, se considerarmos que o futuro é incerto e a vida é tão frágil, leva-me a pensar o que será que a vida poderá reservar para esses débeis mentais? São criaturas dignas de pena.
A doença do Lula poderia despertar um período de maior tolerância e respeito entre as pessoas e sua lideranças, uma época em que a humildade, a ética e a solidariedade poderiam se contrapor à arrogância típica dos covardes.
Gilberto Dimenstein, 54, disse no Editorial da Folha ter sentido um misto de vergonha e enjoo ao receber centenas de comentários de leitores para a sua coluna sobre o câncer de Lula. Segundo ele foi uma enxurrada de ataques desrespeitosos, desumanos, raivosos, mostrando prazer com a tragédia de um ser humano. Podendo isso sinalizar algo mais profundo.
Para Gilberto, Lula teve muitos problemas e merece ser criticado por muitas coisas, a começar por uma conivência com a corrupção. Mas não foi um ditador, manteve as regras democráticas e a economia crescendo, investiu como nunca no social.
No caso de seu câncer, tratou a doença com extrema transparência e altivez. É um caso, portanto, em que todos deveriam se sentir incomodados com a tragédia alheia.
Dimenstein concluiu dizendo: “Minha suspeita é que a interatividade democrática da internet é, de um lado um avanço do jornalismo e, de outro, uma porta direta com o esgoto de ressentimento e da ignorância.”
Isso significa que um dos nossos papéis como jornalistas é educar os eleitores a se comportar com um mínimo de decência. Concluiu ele.
Força companheiro Lula, o Brasil precisa de você.
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31 de outubro: o dia de Carlos Drummond de Andrade
Carlos Drummond de Andrade, nascido no dia 31 de outubro de 1902, Itabira, Minas Gerais, cidade cuja memória viria a permear parte de sua obra.
Atendendo a insistência da família em graduar-se deixou para trás sua cidade natal e partiu para estudar em Friburgo e Belo Horizonte. Trabalha em Belo Horizonte como redator em jornais locais até mudar-se para o Rio de Janeiro, em 1934.
Em 1930, seu livro "Alguma Poesia" foi o marco da segunda fase do Modernismo brasileiro. O autor demonstrava grande amadurecimento e reafirmava sua distância dos tradicionalistas com o uso da linguagem coloquial, que já começava a ser aceita pelos leitores.
Drummond também falava sobre temas como o desajustamento do indivíduo, ou as preocupações sócio-políticas da época, como em “A Rosa do Povo” (1945). Apesar de trabalhar com temas fortes, ele sempre conseguia encontrar leveza para manter sua escrita com humor e uma sóbria ironia.
Quando faleceu, em agosto de 1987, já havia destacado seu nome na literatura mundial. Com seus mais de 80 anos, considerava-se um "sobrevivente", como destaca no poema "Declaração de juízo".
Carlos Drummond de Andrade deixou uma vasta obra.
Drummond também falava sobre temas como o desajustamento do indivíduo, ou as preocupações sócio-políticas da época, como em “A Rosa do Povo” (1945). Apesar de serem temas fortes, ele conseguia encontrar leveza para manter sua escrita com humor e uma sóbria ironia.
O Poeta Drummond faleceu aos 84 anos, em 17 agosto de 1987, no Rio de Janeiro, destacado na literatura mundial deixou uma vasta obra. E, aos 80 anos, considerava-se um "sobrevivente", como destaca no poema "Declaração de juízo".
Mãos Dadas
Não serei o poeta de um mundo caduco.
Também não cantarei o mundo futuro.
Estou preso à vida e olho meus companheiros.
Estão taciturnos mas nutrem grandes esperanças.
Entre eles, considero a enorme realidade.
O presente é tão grande, não nos afastemos.
Não nos afastemos muito, vamos de mãos dadas.
Não serei o cantor de uma mulher, de uma história,
não direi os suspiros ao anoitecer, a paisagem vista da janela,
não distribuirei entorpecentes ou cartas de suicida,
não fugirei para as ilhas nem serei raptado por serafins.
O tempo é a minha matéria, o tempo presente, os homens presentes,
a vida presente.
Carlos Drummond de Andrade
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