quarta-feira, 31 de agosto de 2011
EUA fizeram experiências em cobaias humanas na Guatemala
Os Estados Unidos realizaram 17 tipos de experiências em doentes mentais, prostitutas, prisioneiros e soldados guatemaltecos, por meio de inoculações que ocorreram na década de 1940, informou o vice-presidente da Guatemala, Rafael Espada. "Temos confirmados 17 tipos de projetos nas experiências com humanos realizados em nosso país", afirmou Espada em uma coletiva de imprensa.
No começo de outubro, já haviam sido descobertas experiências envolvendo a inoculação da bactéria da sífilis por cientistas americanos em parte da população guatemalteca. Os testes, aplicados para testar a recém-desenvolvida penicilina, foram levados a cabo nos anos 40, e forçaram o presidente Barack Obama a pedir desculpas ao país latino.
As investigações prosseguiram e, na última quarta-feira, o governo americano enviou documentos com 90% da informação científica que será utilizada na investigação, a cargo de uma comissão especial dirigida por ele para descobrir o que ocorreu no país entre 1946 e 1948. Os documentos estavam nos arquivos do Centro de Controle de Doenças dos Estados Unidos (CDC, com sede em Atlanta).
Rafael Espada designou o médico Jorge Solares como coordenador da comissão na Guatemala, e o médico guatemalteco radicado no Paraguai José Guillermo Monroy pra fazer a ligação entre o país e o governo dos Estados Unidos.
Espada também afirmou que o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) na Guatemala será a entidade responsável por financiar a comissão, acrescentando que as primeiras conclusões devem ser divulgadas nos próximos seis meses.
A Guatemala ainda não definiu o orçamento e o cronograma para o funcionamento da comissão, mas devem tê-los em mãos na próxima semana, acrescentou.
Os experimentos em humanos realizados na Guatemala foram divulgados no dia 1 de outubro, após uma investigação da médica Susan Reverby, do Wellesley College, que descobriu os documentos em arquivos do médico John Cutler (falecido em 2003), responsável pelos testes.
Nesse dia, a secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, pediu desculpas à Guatemala pelo ocorrido, enquanto o presidente Barack Obama chamou o presidente do país, Alvaro Colom, com o mesmo objetivo.
Da redação, com Portal Terra/Vermelho
imagem: reprodução
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A Assembleia Legislativa do Paraná aprova “aumento” no salário dos professores da Rede Estadual de Ensino.
A Assembleia Legislativa do Paraná recebeu na segunda-feira (29) mensagem do Poder Executivo propondo “aumento” no salário dos professores da Rede Estadual. Conforme o anteprojeto de lei os professores receberiam reajuste de 5,83% em duas parcelas.
A mensagem do governador Beto Richa (PSDB) foi a plenária na sexta-feira (30), em regime de urgência, coincidentemente no histórico dia de mobilização e paralisação dos educadores paranaenses.
A Assembleia Legislativa aprovou por unanimidaa proposta do governo que prevê reajuste nos salários dos professores estaduais em duas etapas: a primeira, de 3%, ocorrerá em setembro, mas será retroativa a julho e a outra, de 2,83%, em outubro.
Teoricamente, o aumento concedido representa uma parcela dos compromissos do governador Beto Richa assumido durante a campanha, cujo objetivo é supostamente reajustar os salários dos professores em 26% até o final dos quatro anos da atual mandato. O objetivo é equiparar os salários dos professores e funcionários da educação aos servidores das demais áreas do governo com curso superior que tem um salário inicial de R$ 2,6 mil, contra R$ 2 mil de um professor com o mesmo nível de escolaridade.
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sexta-feira, 12 de agosto de 2011
Vereador Dario Burro (DEM), diz que professores são inúteis e que não gostam de dar aula.
O vereador Dario Bueno (DEM), conhecido por Dario Burro, de Jacareí (SP), vem causando polêmica na cidade ao escrever no Facebook, diversos comentários criticando os professores da rede pública de ensino. Burro, vem deixando posts por meio dos quais critica duramente a postura dos profissionais da educação. Entre ele, afirmou que os professores são inúteis e que não gostam de dar aula.
Outras tolices publicadas pelo ilustre vereador Burro, no dia 3 de agosto ele afirmou: "Professores adoram palestras nas escolas! Assim eles não precisam dar aulas". Em outros posts, o vereador diz "Professor só pensa em salário" e "O professor é um profissional frustrado que descarrega a frustração nos estudantes. O professor gostaria de ser Engenheiro, não consegue e vai dar aula de Matemática; outro queria ser Advogado, não consegue e vai dar aula de Português; outro queria ser Médico e vai dar aula de Biologia".
Em entrevista ao portal Terra, Burro confirmou as críticas e disse que "o fracasso da educação está na falta de vontade dos professores".
O vereador Burro, que está em seu primeiro mandato na Câmara de Jacareí, reafirmou sua posição. "Eu vejo que é muito grave a falta de resultado na educação, existem recursos, esses recursos são aplicados, a gente tem uma estrutura e o professor não produz". Na opinião dele, se os professores não estão contentes com o seu salário, deveriam procurar outra profissão, pois sabiam da limitação quando escolheram tornar-se docentes. Os profissionais deveriam ainda adequar seu padrão de vida ao seu salário.
Burro contou também que já foi professor da rede pública e que chegou a cursar letras, mas não terminou o curso. Ele não aceita o fato de os professores sempre atribuírem a má qualidade da educação ao governo. "Vejo que está faltando comprometimento profissional". Para ele, fala-se muito sobre pedagogia e as ideias do educador Paulo Freire, mas pouco se aplica.
Para o diretor estadual do sindicato dos professores, Roberto Mendes, a categoria está revoltada com a posição do parlamentar, que, ao invés de trabalhar para recuperar a educação, faz o contrário. "Ele nega a importância da escola, diz que ela não cumpre o seu papel", afirma.
Segundo o dirigente, o sindicato deve entrar com uma representação na comissão de ética da Câmara de Vereadores e com uma ação por injúria.
De acordo com o vereador, a culpa pelo elevado número de analfabetos que ainda existe no País é dos educadores. "Eles deveriam parar de reclamar e trabalhar. Falam do salário, criticam os governantes, dizem que o problema são as famílias desestruturadas, mas na verdade usam isso como motivo para não dar aula".
Cabe salientar, que o "político" embora não tenha concluído a graduação em Letras, trabalhou quatro anos como “professor” na rede municipal, estadual e particular da cidade, mas afirma que abandonou a profissão após assumir o cargo na Câmara Municipal. "Larguei para poder me dedicar à atividade parlamentar". Segundo ele, por comodismo, os professores não aceitam um programa pedagógico mais dinâmico e tentam prejudicar o esforço daqueles que são dedicados. "Isso aconteceu comigo", comentou ele.
Segundo o diretor do sindicato dos professores concordam que a educação está em crise, mas que a escola vive isso por causa da falta de estrutura, de condições de trabalho, pelos baixos salários. Complementou Roberto Mendes: “Esse mesmo vereador que critica os professores ajudou a aprovar um reajuste que dobrou seu salário, de R$ 5 mil para quase R$ 10 mil. Ele não percebe a discrepância com um educador que, quando consegue receber o piso nacional, ganha R$ 1.100".
Com informações do Portal Terra, AE e YouTube.
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