"Toda história tem três lados: o meu, o seu e os fatos." ( Foster Russel)

domingo, 3 de abril de 2011

França localiza destroços de avião no Atlântico, técnicos acreditam tratar-se da Air France A330-203, voo 447.


A Agência Reuters e o jornal francês Le Point publicaram hoje que foram encontrados destroços que parecem ser parte do avião da Air France que fazia o trajeto Paris-Rio. Ele caiu no Atlântico, nas proximidades da costa brasileira há quase dois anos, em junho de 2009. O acidente resultou na morte das 228 pessoas a bordo.

As informações são do Escritório de Investigações e Análises (BEA, na sigla em francês), responsável pela investigação do acidente. O BEA diz em comunicado que sua equipe "localizou pedaços de um avião no caminho de uma operação de pesquisa submarina, realizada durante as últimas 24 horas". Os especialistas franceses acreditam que eles façam parte do Airbus A330-200 que desapareceu no mar.

Os Investigadores querem descobrir a caixa preta da aeronave entre os escombros para tentar recuperar os dados gravados no avião, que podem ajudar a resolver dúvidas sobre os minutos finais da aeronave, já que as causas exatas da tragédia permanecem sem explicação até hoje.

sábado, 2 de abril de 2011

Sociedade civil se une contra afirmações xenofóbicas disparadas pelo deputado Jair Bolsonaro.

Tem gente que só abre a boca pra falar merda...

É o caso da ‘última’ entrevista de Bolsonaro quando participava do programa humorístico ‘CQC’, da TV Bandeirante veiculado segunda-feira, 28 de março. Nele, o “representante do povo”, ao ser indagado pela cantora Preta Gil sobre como reagiria se seu filho namorasse uma negra, respondeu sem titubear: “Preta, não vou discutir promiscuidade com quem quer que seja. Eu não corro esse risco, meus filhos foram muito bem educados e não viveram em um ambiente como, lamentavelmente, é o seu”.

Nos dias 30 e 31 de março, realizou-se um seminário sobre racismo na Universidade de Brasília. Lá estiveram reunidos alguns dos principais representantes dos direitos da população negra para discutir temas relacionados ao racismo. Durante o Seminário, as entidades de representação dos descendentes afras e a Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM) da Câmara dos Deputados Federais, decidiram encaminhar uma representação à Procuradoria Geral da República com pedido de abertura de um processo legal contra o deputado por práticas recorrentes de injúrias, ofensas à dignidade e incitação da discriminação e de preconceitos.

Já a ministra-chefe da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), Luiza Bairros, considera que as declarações do deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ) sobre cotas raciais e a possibilidade de um filho se apaixonar por uma mulher negra são “caso explícitos de racismo”. “Não podemos confundir liberdade de expressão com a possibilidade de cometer um crime. O racismo é crime previsto na Constituição”, disse Luiza.

Para a ministra, “qualquer caso de discriminação deve ser repudiado”. Ela disse ainda que espera “firmeza” no posicionamento da Câmara dos Deputados. “O protagonismo é do Legislativo”, afirmou ela e complementou: “O crime tem que ser punido e tem que ser combatido em qualquer lugar, principalmente, se ele é cometido em um espaço como o Parlamento brasileiro.”

Quem acha que isso é grave, que é um crime de racismo e demonstração velada de homofobia, precisa entender a ficha do polêmico parlamentar. Conhecido como ‘Cavalão’ entre seus colegas de quartel no Rio de Janeiro, a origem do apelido tem várias versões, mas o que se sabe também é que Bolsonaro, capitão reservista do Exército que odeia gays. Quanto a isso, eu li no blog de Thereza Pires, o seguinte comentário.

“Vale lembrar que, desde os primórdios da psicanálise, tudo indica que dentro de cada homofóbico mora um gay enrustido. Já diz o conhecido ditado popular: um gambá sempre sente o cheiro de outro”.

Referencias: Portal Geledés e Agencia Brasil
foto: reprodução.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Pastor americano queima o Alcorão e em represália afegãos enfurecidos atacam representação da ONU.


O fanático pastor evangélico americano, Terry Jones já havia ameaçado queimar o Livro Sagrado Islâmico, mas sob pressão das autoridades americanas desistiu na ocasião. Mas dessa vez, o pastor Wayne Sapp, queimou um exemplar do Alcorão na noite de domingo em uma igreja de Gainesville, Flórida, com a presença e o incentivo do polêmico pastor Terry Jones.

Segundo a imprensa internacional o débil mental programou um ritual de "julgamento" dentro de sua igreja, no qual o livro sagrado muçulmano foi declarado "culpado" de várias acusações, entre elas assassinato. Em seguida o livro foi molhado com querosene e a pena foi executada: o exemplar do Alcorão foi queimado por 10 minutos.


O religioso disse ainda que o evento foi um sucesso e uma "experiência daquelas que temos uma vez na vida".

A comunidade islâmica reagiu em todo mundo, com maior intensidade e gravidade na cidade afegã de Mazar-i-Sharif, onde cerca de mil manifestantes lotaram as ruas da cidade após as orações de sexta-feira, e, durante aproximadamente três horas de protesto, palavras de ordem foram ditas: "Morte aos Estados Unidos, morte a Israel", dando início à violência.

Um grupo de afegãos inconformados e furiosos escalara os muros do escritório da ONU, e atacaram as pessoas que ali estavam. Há informação de que até 20 membros das Nações Unidas mortos, sendo dois deles decapitados, no entanto, o porta-voz das Nações Unidas no país, Dan McNorton, confirmou que houve mortes entre os funcionários da organização, mas não forneceu mais detalhes.

Antecedendo o ataque ao prédio da ONU em Mazar-i-Sharif, cerca de 200 pessoas foram à porta da embaixada americana em Kabul, capital afegã. A manifestação, além de condenar a queima do livro sagrado, os afegãos de Kabul também protestaram contras a instalação de bases americanas permanentes no país, mas não teve as conseqüências maiores.

Da mesma forma que autoridades internacionais condenam o ato dos manifestantes e por uso de violência, o mesmo tratamento devia ser dado aos “pastores” por incitar esse tipo de manifestação violenta e, pela prática de islamofobia.